Posts tagged ‘negócios’

Nokia faz oferta para comprar Trolltech

A Nokia fez uma oferta para comprar 66,43% das ações da Trolltech.

Pra quem não sabe do que se trata a Trolltech, ela é a desenvolvedora do Qt, e Qtopia, que são importantes componentes para programação em ambiente multi-plataforma, desde PC até smartphones. Alguns programas construídos utilizando Qt são: Skype, Adobe Photoshop Elements, Mathematica, KDE, NoMachine NX, e suspeito que até o Matlab. O Qtopia, por sua vez, é uma plataforma de programação em dispositivos pequenos, como smartphones, PDAphones, celulares.

Com a aquisição de grande parte da Trolltech, a Nokia vai garantir que terá em suas mãos o Qtopia, e ao mesmo tempo nós teremos certeza de que a Nokia vai usar pesadamente esta tecnologia nos seus aparelhos.

terça-feira, 29 \29\UTC janeiro \29\UTC 2008 at 10:40 am Deixe um comentário

Como livros na internet aumentam as vendas de livros na livraria

Citando: Paulo Coelho ou Pirate Coelho?

Paulo Coelho tem uma identidade secreta na internet. Com Pirate Coelho, o escritor usa um blog para apontar onde os internautas podem encontrar seus livros para download gratuito e sem pagamento de direitos autorais.

A confissão foi feita no encontro Digital, Life, Design, que acontece na Alemanha nesta semana. Coelho explicou que as vendas de O Alquimista saltaram para o milhão depois que disponibilizou o livro como um torrent. O próximo passo foi a criação de Pirate Coelho, com links para downloads via eMule e hospedeiros de arquivos – inclusive em formatos para leitura em PDAs.

É curioso que Paulo Coelho afirme que a troca livre de sua obra ajude a vender mais livros. A literatura, ao contrário da música ou do cinema, ainda está longe de ser consumida facilmente em meios eletrônicos. Quem teria paciência para ler 150 ou mais páginas na tela de um desktop, notebook ou no celular. O Kindle e outros e-book readers tentam popularizar esse mercado, mas imagino que o impacto nas vendas de Paulo Coelho tenha sido por uma leitura dinâmica ou amostra rápida – e gratuita – dos livros depois do download.

Vamos ler novamente esta parte: Coelho explicou que as vendas de O Alquimista saltaram para o milhão depois que disponibilizou o livro como um torrent. Ã? É!

Não há saco pra ler livro no computador, mesmo que a tela seja de LCD. Eu mesmo comprei pelo menos 6 livros depois de baixá-los como eLivros.

sexta-feira, 25 \25\UTC janeiro \25\UTC 2008 at 10:14 pm Deixe um comentário

Capital humano em empresa pequena de engenharia

Em uma cidade menor, quando um gerente manda seu colaborador para uma cidade maior para fazer um curso, o custo deste curso (curso, passagens, hotel, alimentação, transporte dentro da cidade, X dias de salário) é anotado como uma despesa qualquer, um custo? Imagine que este funcionário vai utilizar diretamente o conteúdo aprendido naquele curso durante os próximos 18 meses. E agora? O gerente vai pensar que aquele “custo” na verdade é um investimento, uma capitalização a juros compostos de cada real gasto, ou vai continuar pensando que é um custo qualquer, igual a conta de luz?O gerente sabe que é um investimento. Pode até se perguntar: e se o funcionário pedir demissão antes do tempo do projeto? E se o funcionário fizer um erro grave e tiver que ser demitido? E se o funcionário não der o retorno esperado? E se o projeto atrasar mesmo assim? Quais são as chances deste investimento dar um retorno? Afinal, quem responde pelo funcionário e pelo projeto é o gerente, e se alguma coisa acontecer errado, o gerente é o responsável.A “melhor coisa” neste caso é se resguardar. Não falar que o curso é um investimento, falar que é um custo. O gerente nem deve citar a palavra investimento. Assim ele está livrando sua cara. Se alguma coisa der errado no projeto, ou se o funcionário sair da empresa, o gerente do gerente não vai saber que um dia um funcionário fez um curso, e que isso “deu errado”.Aliás, a melhor coisa mesmo seria esconder que o funcionário existe. Imagine este cenário: um funcionário que não existe não faz um curso que não existe (que curso? não sei de nada). O salário do funcionário entra como custo de projeto. O curso entra como custo de projeto. Se o funcionário José sair da empresa, o gerente adquire outro José no mercado no dia seguinte. No próximo mês, não fez diferença alguma: o projeto continua com o mesmo número de pessoas, o número de contra-cheques continua igual, o gerente do gerente nem vai perceber.Isso me traz uma nova idéia: camadas de abstração dentro da empresa. O gerente do projeto se torna uma nova camada de abstração, com inputs e outputs. O gerente do gerente não precisa saber o que acontece dentro do setor de desenvolvimento: ele apenas coloca inputs no gerente de projeto e colhe os outputs. Um problema deste modelo é que todos os gastos são apresentados para a camada superior como custos (nenhum é apresentado como investimento, já que isso pode colocar o gerente em cheque), mas fica difícil justificar tanto custo e pouco retorno a curto prazo. Se por um lado o gerente salva sua pele escondendo quaisquer insucessos da equipe, ele se torna objeto de pressão por resultados a curto prazo. Assim fica muito mais difícil justificar cursos para os colaboradores, uma atualização de conhecimento, um almoço diferente para comemoração de uma etapa concluída do projeto, ou a compra de equipamentos novos ou diferentes dos que têm sido usados.Um segundo problema é a renovação da equipe. Quando o gerente esconde a sua equipe, fica mais fácil esconder que um funcionário saiu. A saída de um funcionário pode gerar um custo enorme, dependendo de quanto a empresa tenha investido tempo e dinheiro naquela pessoa, e do custo de oportunidade que isso gera (em atraso de projeto, em novo investimento para contratar outra pessoa, e muitos outros custos). O gerente sabe que não consegue encontrar um funcionário igual no dia seguinte, mas precisa esconder a todo custo que um funcionário está saindo. Então ele pensa “preciso conseguir outro José, tão bom quanto, tão especializado quanto, que queira ganhar exatamente o mesmo salário ou menos se possível, e que goste de grandiosos desafios”. É claro que ele acaba pegando o primeiro ou o segundo zé mané que bate à porta, sem saber nada sobre o cara, às vezes sem ter indicações convincentes de pessoas que o conheçam.O terceiro problema, e mais grave, é se acostumar com os dois primeiros problemas. Quando a empresa é um lugar difícil de se trabalhar, onde os gerentes (por definição, tecnicamente atrasados, já que sua função é trabalhar com a Comunicação e não ser Treinador Técnico da equipe) não levam a sério as reclamações e solicitações da sua equipe, onde o trabalho não é seccionado em etapas verificáveis e comemoráveis (acabei de inventar esta palavra), onde as prioridades são freqüentemente reajustadas de forma irresponsável, é freqüente a renovação da equipe. Havendo renovação da equipe, não há justificativa para investimentos, o que leva de volta ao primeiro problema (visão de curto prazo).Sugestão de leitura: livro Peopleware: Productive Projects and Teams, por Tom DeMarco e Timothy Lister, 2 edição, capítulo 31.ae

quarta-feira, 7 \07\UTC novembro \07\UTC 2007 at 1:52 pm Deixe um comentário

Monopólio? Deixa de ser chorão.

Ontem um diretor da Motorola reclamou que a Apple não vai abrir o iPhone para que terceiros explorem comercialmente o celular, ou seja, a Apple está criando um monopólio com seus produtos (grande novidade). Por culpa do iPhone, o maket-share da Motorola está caindo (será verdade?). E o cara fala como se a Apple fosse um vilão, mas os gráficos de satisfação dos usuários falam por si só. Veja esta matéria. A Apple está criando um monopólio sim, mas tem todo o direito de fazê-lo, já que o usuário está satisfeitíssimo com seus produtos.
A mensagem é clara: quem respeitar o consumidor vai vender mais e melhor.

sexta-feira, 26 \26\UTC outubro \26\UTC 2007 at 1:12 pm Deixe um comentário


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